❝Meu nome? Pouco importa. Quaisquer identidade não passa de um mero prognóstico derivado das limitações humanas. Essa sociedade se importa demasiadamente com tolices agudas. Perdemos o senso do comunismo e da lealdade. Tudo é número. Tudo é o que temos e não o que deixamos. Somos movidos por uma mentalidade tão caótica que nem o nosso próprio pensamento entende; somente segue. E este aí o problema: seguir. Seguimos, porque? Por algo melhor? Mas se seguimos quer dizer que concordamos, não? Ou será que concordamos pela monótona sobrevivência? O monopolismo afeta-me, certas vezes. Regresso em meus atos, mas - na maioria das vezes - é inútil. Somos inúteis. Depois de realizar algo lamentamos ou glorificamos. Os nossos beijos e abraços são tão rápidos que somente sentimos o seu sabor depois de perde-los. Estamos se perdendo. Gastamos muito tempo tentando ser; pensamos demais; sentimos de menos. Precisamos buscar meios para mudar este aspecto hostil de ser o que a realidade nos oferece; precisamos ser nós mesmo, antes que seja tarde. O buscar do seu próprio “eu” significa perder. É corajoso o bastante para isto? Se não for, fique estagnado neste berço dos perdedores. Quem não arrisca, não ganha; e quem não ganha, simplesmente perde. Lembra-se: ficar em cima do muro é sinônimo de derrota.
Quero um amor sossegado. Alguém para me abraçar, assistir um filme, jogar baralho, viajar, conversar, contar o dia, fazer cafuné, dar apoio, confortar. Quero troca, carinho, respeito, cumplicidade. O amor é uma amizade sem inveja. É um sonho com realidade. É uma realidade sem photoshop. O amor é um abraço apertado, um olhar que se encontra, um silêncio que não incomoda, um barulho de onda, um gosto bom. Não tem serenata, mas tem bilhetinho dentro da bolsa. E rotina, cansaço, discussão, divergências de opinião. Mas, acima de tudo, tem paciência. E vontade.
Clichê é uma palavra bonita que todos gostam de usar. Você costuma chamar de clichê uma frase que todos já estão cansados de ver por ai. “Eu te amo.” “Estou com saudades”. “O amor dói”. E por ai vai. Na minha humilde opinião, todos deveriam rever os seus conceitos a respeito do clichê. Alguém diz “eu te amo”, logo você pensa: clichê. Mas o que você não sabe o quanto essa pessoa ama, só ela sabe ao certo o quanto tem de amor. Alguém diz que está sentindo saudades, mas ninguém, além dela sabe o quanto de saudade ela carrega dentro de sí. “Eu te amo muito”, o que é muito para alguém, pode parecer pouco para você. A literatura é aberta, cada um diz o que quer, mas cabe somente ao autor julgar o que é ou não um clichê. O coração costuma produzir sentimentos complexos. Fomos feitos para sentir, e não para entender. Às vezes, só um clichê é capaz de traduzir sem exageros o que há dentro do coração. “Eu te amo”, pouco? Muito? Apaixonadamente? Isso na maioria das vezes fica implícito no olhar. O amor torna tudo tão clichê, é tão difícil falar do amor. Quando alguém disser que te ama, nâo se contrarie, procure olhar nos olhos dela, a essência das palavras está no olhar. Clichê.
Um relacionamento deve ser construído com verdade. A verdade, nua e sem retoques, nem sempre é bonita. Tem o lado ruim, tem a briga, tem a discussão, tem aqueles dias em que parece que vocês estão completamente fora de sintonia. Tem vezes, inclusive, que a gente se pergunta o-que-tô-fazendo-com-essa-anta? Tem tudo isso. Tem a raiva, tem a irritação, tem tudo. A verdade é que existe um lado feio do amor.
Não entendo por qual razão dizem que só as crianças podem ter medo, acho injusto. E, se por acaso, você se mostra fraco, ah, que horror, que infantil, que coisa de criança. Pois eu digo que adoro ser criança. Se o mundo fosse criança tudo seria feito com mais verdade
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